Tudo posso naquele que me fortalece ✝

LUCAS GABRIEL JR KIM
BR-KR, 23 ANOS, TEMENTE A DEUS.


FIND YOUR WAY

Quem é Lucas Gabriel Júnior Kim?

JUNINHO 97

Brasileiro, caçula e cristão, sendo segurança e cozinheiro em Seoul.

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a trivia vem aí.

A história é longa, viu.

Grande Juninho, menino de ouro. O mais novinho de uns doze netos. A família Kim tinha televisão em casa mas nem Halmoni e nem Harabuji nunca entenderam muito a língua e o humor dos programas de domingo - que era o único dia que eles tinham pra descansar em casa.

Pra começar que pra existir um Lucas Gabriel Júnior, teve que existir um Lucas Gabriel Primeiro. Vovô Kim era um visionário nesse negócio de nomear filho, mas desde que o pai do Juninho se meteu com coisa errada ele passou a ter um pouco de desgosto das próprias decisões.

A família Kim veio da Coréia pro Rio de Janeiro tentar a vida no Brasil há anos atrás, mas as coisas nunca mudaram muito. No máximo eles foram pra São Paulo onde tinha a comunidade coreana, largando o samba do Rio prá lá mas carregando o sotaque roído no português meio engasgado das crianças.

Ainda assim o bichinho-BR não picou ninguém e do portão pra dentro toda e qualquer tradição se manteve do mesmo jeito. Eles ainda sentavam todos juntos pra fazer kimchi na sala grandona da casa de vila antiga que eles tinham no Bom Retiro, Juninho ainda servia todo mundo antes de comer e ainda tomava puxão de orelha se olhasse pra quem tava dando esporro nele.

Do portão pra fora é que as coisas - pra ele - mudavam e muito. Tinha muita coisa que a família não via e nem sabia sobre o caçulinha. Com os amigos do colégio ele era todo cheio de vida, todo espevitado e extrovertido, com uma piadinha pra tudo e um sorrisão cheio de dente de coelho e pronto pra dar pra qualquer um. Isso aí mesmo. A timidez ficava em casa e só dava as caras às vezes, quando o flerte de mentirinha virava de verdade.

Lu Júnior era sempre o último a beijar na boca na festinha americana, mas o primeiro a botar pilha pros amigos se beijarem. Era também o que agitava as paqueras de todo mundo, mas as dele mesmo ficavam tudo em segredo. Ele escrevia várias cartinhas estilo Lara Jean e não mandava nenhuma. Às vezes viravam música que ele tirava no cavaquinho, às vezes viravam guardanapo pros chicletes que ele vivia mastigando pra controlar os nervosismos do dia a dia corrido.

Mas além de bagunceiro e agitador de pagodinhos no recreio, Luquinha Gabs também era muito dedicado e estudioso, determinado toda vida pra tudo e muito fominha de concursinho da escola, olimpíada de matemática, jogo de uno. A vida inteira ele se preparou pro vestibular de engenharia enquanto trabalhava no restaurante coreano da família, mesmo não gostando muito. Desse negócio de engenharia, no caso. Do restaurante ele amava. Atender as pessoas, bater papo no balcão, fazer as comidinhas e ver a galera curtindo e celebrando a cultura da família dele. Deixava o coração todo quentinho.

Vai ver foi por isso que ele tomou bomba em todas as provas que fez pra engenharia. Pra desespero dos avós que deram tudo pro menino, pra serem retribuídos com essa frustração toda, coitados. Foi barra pesada, depois de anos seguidos estudando igual um condenado, aceitar que talvez Deus não queria que ele fosse infeliz pro resto da vida numa profissão que ele nem sabia como era na prática… Tsc. Ê treta.

Rolou um círculo de oração na igreja e tudo, até o pastor foi falar com vovó pra ela dar pro neto um tempo, pra ele ver se ele descobria o que gostava de fazer.

As opções não pareciam muitas, na verdade. Juninho tinha já seus 21 anos, mas não tinha vivido muito além das suas bolhas. Ele treinava jiu-jitsu 3x na semana desde criancinha, dançava no grupo da igreja e cantava no coral, fazia um cursinho comunitário de inglês desses que cê nem aprende nada, mas suas outras habilidades eram todas muito práticas — nada que desse muito prestígio no longo prazo. Ele era muito bom de tudo, aí parecia que não era bom de nada.

As coisas mudaram só quando essa onda da k-pop estourou no Brasil e ele começou a postar uns covers à toa no youtube pra conquistar uns crush com dancinha bem feita. Aí a sorte brilhou e botou o moleque pra fazer uma graninha legal dançando em festival, ganhando uns concursos e sendo o intérprete quando vinha artista fazer show. O coreano dele era meio pré-escolar, mas nessa época deu pra juntar o suficiente pra comprar uma passagem pra ir conhecer a Coréia e visitar algumas pessoas da família que só viram ele de fralda.

Tinha uns tios dele que moravam em Seoul, com vida construída, negócio próprio e tal, casa grande e cheia igual a que os Kim tinham lá no Brasil. Um prato cheio pra quem tava acostumado dormir no chão, usar as roupas enormes herdadas dos primos mais velhos e a servir todo mundo. O pastor disse que ia ser muito bom pra ele a experiência, que ele ia amadurecer e se reconectar com as raízes, em nome de Jesus.

Ou pelo menos foi o que ele disse pros avós que o pastor disse, na hora de convencer os dois de que ele podia passar um ano lá em Seoul fazendo coxinha e churrasco brasileiro pros coreanos igual ele fazia com os topokki com os paulistas e turistas. Deus ia perdoar essa mentira um dia, ele tinha certeza.

Aí a permissão veio, show de bola, e Juninho saiu de Congonhas pra Incheon com uma mochila imensa, passaporte novinho em folha com 01 (um) carimbo, as unhas roídas e muita expectativa de viver várias aventuras.

A promessa era voltar no meio do ano que vem, pra ter mais seis meses estudando pro vestibular do que ele escolhesse. Mas depois de dois meses na Coréia, Juninho — ou, em bom coreano, Jun-in — já tava apaixonado pela vida nova dele.

Ele tinha mais liberdade (mesmo morando tipo o Harry Potter debaixo da escada na casa dos tios) e tava descobrindo que nem todo coreano era como os avós dele fizeram acreditar que a Coréia inteira era. Como segurança nuns bares mais alternativos ele tava conhecendo um pessoal que explodia a mente, abria horizontes e levantava os questionamentos certos sobre uns assuntos dele mesmo. Bem longe das bolhas e dos medinhos de decepcionar os avós (de perto), deu pra viver um monte nesses mesezinhos.

Eu só quero ver é quando a avó descobrir que ele tinha se ENCHIDO de tatuagem. Rapaz. O couro vai comer e não vai ser pouco, viu. Quase 24 anos na cara e ele ainda escondia a mão no casaco quando fazia video chamada com a família pro culto dominical.

Laços e família

✦ Todas as conexões abaixo valem pra personagens de todos os tipos e todos os gêneros, a não ser os que estão com especificações sinalizadas.

✦ Player +18 que não joga smut ou temas de violência (física ou psicologica) com players -18.

she's your cousin
Na família Kim do lado de cá, na Coréia, UISOO é a única pessoa com a idade mais próxima de Juninho; aquela que ele pentelha e é pentelhado na mesma medida, um ajudando o outro e sendo bff até nas épocas de mandação de meme bilingue a distância. (+ she's a good kisser)

catfish brasil
E depois acabooooou, ilusão que eu criee-e-e-eii. MUSE não faz ideia que a Gabriella que ele conversa há meses no insta é na verdade um marmanjão tatuado de dois metros de largura.

NFF as in neopets friends forever
2010, auge da internet de qualidade chegando ao alcance da classe média baixa brasileira. Desde essa época aí que AHREUM e Juninho se falam, depois do neopet de um ter tido filho com o neopet do outro. Uma amizade duradoura, levinha, que finalmente saiu do virtual pro mundo real com a vinda de Júnior pra Seoul.

no homo
Que Júnior sempre teve umas guy crush todo mundo suspeitava, mas com SACHA o buraco era mais em baixo. Era só Sacha chegar perto ou até dar sinal de existência que ele se babava todo, gaguejava tremendo e juntava as pernas pra não dar bandeira nem armar barraca.

my girl
MUSE é braba, mas é também a mulher mais linda que Júnior já viu na vida. Periodt. Com ela junto ele também baba horrores, mas de um jeito diferente. Juninho faz de um tudo pra MUSE dar um sorrisinho, ou ficar mais contente. Ele tem até uma playlist com o nome dela, mas sabe que tá friendzonado e que se tentar beijar ela na boca capaz de acabar morrendo picado por um monte de abelhas. Melhor não arriscar.

hyung, oh hyung
"Por que bebeste este veneno, oh hyung?!" é o tipo de coisa que ANDY tem que ouvir quando sai pra beber com Juninho. O moleque não aguenta duas cervejas sem falar um monte de asneira. Mas o importante é que sair com MUSE depois de um dia cheio de trabalho (ou antes da noite de mais um — ps!! não conta pros chefes dele!!!) sempre dá em momentos inesquecíveis e umas crises de riso de deixar a barriga doer.

± nerve
Desde que descobriu que Juninho é fissurado em reassistir Nerve igual um doido (sim, aquele filme com o Dave Franco e a Emma Roberts), ANDY sempre lança uns desafios absurdos pro Júnior fazer. Ele já comeu comida de cachorro, já saiu na rua com a cueca na cabeça, já beijou desconhecides e já lambeu o chão. A gente tá só esperando o dia que vai dar uma merda.

everything but— (somente com players +18)
Como bom cristão que é, Juninho cresceu ouvindo que devia se guardar pro casamento. Só que, né? Fora da realidade de quem cresceu dançando na boquinha da garrafa e passando cerol na mão assim, assim. Mas como na Coréia o jogo do amor rolava numa outra dinâmica, Lucas tava na função de respeitar os mandamentos. Quando rola as pegações com MUSE, é sempre um "nem fode nem sai de cima".

church boy
Ah, os crush de igreja... As olhadinhas nos intervalos das pregações, as gentilezas nos lanchinhos pós culto, as assobiadinha fingindo que nada aconteceu debaixo da escada na última comunhão. errrr... Pás do senhor, MUSE.



PLOTS & SHORT STORIES

Cliente do restaurante dos tios de Lucas que sempre aparece lá pra comer uma coxinha com guaraná e ficar de papo furado.

Amigos (novos) de internet que se encontram pra falar bobeira e comer coisinhas.

Estranhos que se beijaram

O coreano ruim que habita em Júnior saúda o coreano ruim que habita em você.

Amigues do futebolzinho de domingo.

Seu cachorro só quer saber de lamber o menino Lucas. Pena que você também não tá-risos OI TUDO BEM?

Juninho foi olhar o celular enquanto dirigia bike e te passou por cima. Eita.

Deu ruim na TRANCE e Juninho deu conta de te proteger.

Deu ruim na TRANCE e Juninho deu conta de te proteger, mesmo não estando em expediente.

Um bêbado e um equilibrista, quem leva quem pra casa?

Dois amigos que se beijaram e deu ruim.

Dois amigos que se beijaram e deu bom.

OW, vOCÊ AI! SEU CELULAR CAIU!!!!!

Oi, estranhe. Tem 1000 won pra me emprestar ai?

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